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O que deve saber sobre o seu grau académico

09.09.20

Uma das perguntas que o profissional estrangeiro mais me coloca é se deve fazer o processo de equivalência do seu grau académico junto de uma universidade portuguesa. Sendo reconhecidamente um processo burocrático e oneroso em termos financeiros, julgo ser crucial abordar este tema, mas trazendo para a discussão dois outros temas que na minha opinião e experiência estão interligados: A conversão da sua classificação final para a lógica de classificação académica portuguesa e a agregação a uma ordem profissional.

Uma das dicas que mais reforço junto de profissionais estrangeiros é a da necessidade de demonstrarem o seu aporte técnico e pessoal através da valorização indireta das organizações onde trabalharam e onde estudaram. Esta valorização pode ser feita subtilmente em entrevista de emprego, mas é sobretudo um truque usado ao nível do curriculum vitae em que o profissional através da valorização do seu empregador ou da universidade está a criar o contexto de valorização para a sua carreira também.

No que diz respeito às empresas, esta técnica mais não é do que um breve descritivo de 2 linhas destas antes de começar a falar de si. (ex. Lojas Americanas: Com as plataformas física e eletrônica, a Americanas hoje conta com 1.705 lojas espalhadas por todo o Brasil, apresentando nos últimos anos resultados excecionais ao nível do crescimento de negócio). No caso das universidades esta valorização pode efectivamente passar pela conversão das suas classificações, mas para que esta conversão seja verdadeiramente uma mais-valia, tem de produzir um outro impacto, o da relevância da própria universidade no ranking universitário do Brasil.

Este ranking universitário do Brasil pode ser importante para posicionar a sua universidade no contexto de performance em termos nacionais, mas também a sua própria formação dando-lhe escala e valor que será posteriormente complementada com a conversão das suas classificações. (ex. Formada em Engenharia Mecânica (1ª no ranking nacional) pela Universidade de São Paulo – USP (1ª no ranking nacional), com a classificação final de 15 valores). Já com a conversão feita para indicadores portugueses.

Na prática, o que está a demonstrar é que naquele contexto, a sua formação foi obtida na melhor universidade, na melhor licenciatura em Mecânica e com uma boa classificação final. O empregador português consegue de forma imediata percecionar o seu mérito e valor académico.

Onde entra a equivalência? Bom, na realidade a equivalência será relevante se na sua profissão precisar de estar agregado a uma ordem profissional, nomeadamente nas áreas jurídicas, de engenharia e ligadas à saúde.

Se a sua profissão não solicita esta agregação, creio que é sensato afirmar que será um desperdício do seu dinheiro porque nesse caso a contextualização e conversão da sua classificação será suficiente para fazer a devida valorização pessoal e profissional. Assim, a equivalência será um processo fundamental quando necessita formalmente de transpor a sua carteira profissional para um outro ordenamento nacional e onde a simples conversão não será suficiente, exigindo até um processo formal de aceitação e integração.

O que eu sempre sugiro aos profissionais que acompanho é que invistam o dinheiro que estariam dispostos a usar para o processo de equivalência em certificações procuradas no mercado português, nomeadamente as que validam conhecimento técnico complementar (ex. Compliance e RGPD) ou criam valências profissionais novas (ex. Outsystems e PHC).

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